O Hexágono - Capítulo 9

Mackenzie acordou com Nathalie gritando. Ela, como todos os outros da casa menos Eva e Nathalie, não entendia o porquê de ela querer ir embora tão rápido. A casa de Eva era legal, Eva era legal, passaram uma boa noite aqui. Por que Nathalie estava assim então?

Mackenzie! Acorda! Eva já trouxe os documentos! - gritou Nathalie, tacando um travesseiro na cara da amiga.

Nathalie, eu…

– Levanta! - gritou a menina, cortando a fala de Mackenzie e depois saiu do quarto, certamente indo acordar Leo ou Ethan.

Muito devagar, Mackenzie se espreguiçou e se levantou da cama. Eva disse que tinha roupas no armário de cada quarto, então ela se encaminhou para lá e colocou um short verde e uma blusa branca. Depois desceu para a sala. Todos já estavam acordados e olhavam para Nathalie enquanto Eva fazia o café da manhã.

– Porque ela não se senta conosco? - perguntou Mackenzie.

– Ela está muito apressada para sair daqui. - fala Leo, ainda olhando para Nathalie. - Ela nem tenta esconder de Eva que não quer ficar aqui. Ela levantou e veio logo arrumar as mochilas.

– Aqui. - falou Eva, colocando alguns pães e uma jarra de suco de laranja em cima da mesa da cozinha e depois entrou na conversa. - Acho que fui um pouco rude com ela quando bateu aqui em casa pedindo ajuda.

– Você foi o que? - perguntou Glória, depois de um longo gole de suco.

– Nada. - apressa-se a dizer Eva. - Aonde vão agora?

Ão saemos! Niném tina idea! Ocê sae one poemos econer o Heáono?! - fala Leo, de boca cheia.

– Desculpe, o que? -fala Eva. Leo engole o pão que comia e traduz a sua fala.

– Não sabemos! Ninguém tem ideia! Você sabe onde podemos esconder o Hexágono? - ele diz. Os olhos de Eva se arregalaram.

– Vocês estão com o Hexágono?! - ela pergunta e o barulho de roupas sendo jogadas dentro de malões e o ziper fechando alguma mochila parou. Nathalie olhou para nós furiosa.

– Porque contaram à ela?! - ela grita.

– Porque não contaríamos? - pergunta Ethan, até então calado.

– Porque… Porque… Porque ela é contra! - fala Nathalie, como se não conseguisse encontrar palavras para o que queria dizer.

– Eu sou contra mesmo! Onde já se viu fazer uma coisa dessas Nathalie?! Primeiro vai para a a Resistência se meter onde não foi chamada! Agora está pondo sua vida em risco para proteger uma pedra que ninguém sabe usar ainda! Por favor, ? Vê se acorda! - grita Eva. Ela suspira, voltando ao seu normal. - Me de o Hexágono e eu o levo para a Legião.

Todos olharam para ela de boca aberta, sem entender. Mas Eva apenas olhava para Nathalie desapontada, que retornava o olhar, mas o seu era de incredulidade.

– Nunca. - ela diz, e coloca todas as mochilas nas costas, com uma força que ninguém ali conhecia. - Pode esquecer.

– Eu não quero te machucar, Nathalie. Sabe que eu odiaria fazer isso, mas me dar a pedra é o certo. - fala Eva.,

– Você não sabe o que é o certo a muito tempo. - diz Nathalie, andando para perto de Glória e olhando para ela.

No início Glória não entendeu, mas logo depois entendeu pela fumaça que se formava sobre o corpo de Nathalie. Fugir. A garota balançou a cabeça discretamente como resposta e pegou a mão de seu irmão. Ele olhou para ela sem entender, mas ela só apertou sua mão mais forte e balançou a cabeça. Nathalie pegou na mão de Leo, que a olhou estranhamente, mas não resistiu.

– Poupe a vida das pessoas aqui e me entregue logo o Hexágono! - gritou Eva, o rosto quase da mesma cor do cabelo.

– Eu já disse que não vou dar! - gritou Nathalie.

Mackenzie previu uma briga. Fechou os olhos e uma arma calibre trinta já estava na sua mão, mas ela só duraria pouco tempo, pois estava muito tensa e fraca.

– Então me desculpe Nathalie… - Eva disse. Seus olhos ficaram brancos e uma fumaça também branca escapou da ponta de seus dedos, coisa que Mackenzie não viu quando aconteceu por ela. A fumaça ia direto para Nathalie, mas ela já tinha espalhado a Intangibilidade para Leo, que entendeu na hora o que era para fazer.

Infelizmente, Nathalie for possuída, mas antes que pudesse fazer alguma coisa, Eva foi atingida pelo soco de Ethan. Seus olhos e veias voltaram ao normal e Nathalie caiu no chão, mas ainda estava consciente do que tinha acontecido. Voltou a tocar a mão de Leo para colocar o resto no dom que ela tinha tirado nos segundos sobre o efeito de Eva, enquanto a mesma tentava se desvencilhar dos braços de Ethan.

Nathalie acabara de passar a Intangibilidade para Glória quando Ethan deu um soco em Nathalie. Mackenzie, que percebeu que ele estava possuído, deu um chute em sua tempora, mas isso não funcionou. Ela lembrou que tinha que machucar a fonte do poder, não quem estava sobre o efeito dele. Correu até Eva, que estava desprotegida e deu um chute em sua tempôra, fazendo-a cair inconsciente. Nathalie estava passando a Intangibilidade para Ethan, mas parou no meio ao ver Eva caída. Seu rosto demonstrava diversas emoções. Ela parecia satisfeita, mas com pena, com raiva e com remorso.

Éhr… Acho melhor sairmos daqui, não? - falou Glória.

– Vamos pela porta da frente, não precisamos mais atravessar as paredes. - fala Nathalie, ainda olhando o corpo da Sr. Harris.

– Eu vou atravessa a parede mesmo assim. - fala Leo, ficando de cara com a parede branca da sala. Glória o olhou sem entender.

– Porque? - ela perguntou.

– Ora, não é todo dia que você pode atravessar paredes! Deve ser uma ótima experiência! - fala Leo, sorrindo e passando os dedos pela parede, o qual atravessaram-na.

– Não é, pode apostar. - fala Glória e abre a porta da frente para todos saírem. Leo, passou pela parede e não achou nada demais, afinal.

Quem teve que dirigir o carro foi Mackenzie, pois todos os outros não conseguiam tocar no volante e Nathalie não estava com cabeça para isso. Depois de dirigirem uns cinco quilômetros sem rumo, Ethan quebrou o silêncio que reinava dentro do carro.

– Para onde vamos agora? - ele pergunta.

– Eu tenho uma ideia. - fala Glória. - Temos que deixar o Hexágono em um lugar seguro, não?

– É. - fala Leo, que brincava de fazer a mão atravessar o banco do carona.

– Porque nós não o deixamos no lugar aonde estava? - fala Glória, como se fosse óbvio.

– Seria idiotice. - fala Mackenzie. - A Legião monta uma guarda lá. Não sei pra que, na verdade, só sei que montam. Devem estar procurando outro cristal, sei lá.

– Mas então o que temos que fazer? - pergunta Leo, parando de brincar com o banco.

– Não é óbvio? - pergunta Nathalie. - Temos que achar um outro lugar para ele. Um lugar que quase ninguém vá. Um lugar isolado.

– Na Antártida ou no deserto do Saara que você está se referindo? - pergunta Ethan, sarcáticamente.

– Nenhum dos dois. - fala Nathalie, pensativa. - Mackenzie, aonde é o local em que a Legião tem menos bases?

– Não sei… - ela diz, franzindo o cenho. - Acho que… Na Europa. É onde a Resistência predomina mais.

– Sabemos lidar com a Resistência melhor do que com a Legião. Entre ficar no EUA por causa da Legião e ficar na Europa por causa da Resistência, eu prefiro a Europa. - diz Glória.

– Mas em que lugar da Europa? - perguntou Leo.

– O menos habitado. - fala Nathalie.

– Nossa, ajudou bastante… - resmunga Ethan.

– Não, ela está certa. - fala Mackenzie. - Um dos países que os EUA menos se importam.

– Poe ser a Bélgica, Hungria, Irlanda…. - fala Nathalie.

– Não, não, nenhum desses. - fala Mackenzie, balançando a cabeça bruscamente. - A não ser que queiram morrer.

– Ah, claro, adoraríamos morrer. - diz Leo, irônicamente.

– O problema com a Resistência foi justamente entre esses e alguns outros países. Eles tem uma guarda forte montada lá, mesmo que não tenham conseguido pegar muita gente da Resist~encia. Podemos ir para Holanda ou Turquia. Nunca escutei eles falarem da nada por lá. - explica Mackenzie.

– Vamos para a Holanda. - fala Ethan. - A Resistência tem grande número na Turquia.

– Ótimo, decidimos para onde vamos, mas onde colocar o Hexágono? Em que cidade? - perguntou Glória.

– Vemos isso quando cehgármos lá. - fala Nathalie.

– Que ótimo plano. - fala Ethan, irônicamente de novo.

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Eles tinham acabado de chegar da casa de Eva Harris. Landon, Carter, Adam e alguns guardas batiam na porta. Nenhuma resposta. Landon consegue arrombá-la e todos entram.

– Parece que alguém precisa de uma limpeza… - debocha Carter.

A casa estava muito bagunçada. Abajures no chão, poltronas viradas, prataria quebrada… E isso sem contar na anfitriã inconciente no chão.

– Aproveite que ela está desmaiada Landon. Tire algo que possa nos ajudar. - ordena Adam. Landon caminha até Eva e posiciona seus dedos envolta de sua cabeça.

– A menina Hernandez e seus amigos estiveram aqui. - diz Landon, deolhos fechados. - Com o Hexágono, mas… Els partiram cedo, muito cedo. Ela tentou impedí-los, tentou pegar o Hexágono, mas falhou. Ela não sabe para onde foram.

– Isso pode ser útil. - diz Adam e depois se vira para Carter. - Ache-as.

Carter fareja o ar como um cachorro e sente um cheiro diferente do de sangue. O heiro da própria Mackenzie Hernandez.

– Eles foram para o centro. - diz ele, parando de agir como um cachorro. - É só o que posso dizer.

– Então vamos para o centro. - fala Adam.

– É difícil para voc~e entender que eles só passaram pelo centro? Não vão ficar lá para sempre, assim que chegármos eles provavelmente já estaram em outro país! Estamos muito atrasados. - fala Carter.

– Não podemos fazer mais nada…

– O cachoirro ta certo. - Landon corta a fala de Adam. - Odeio admitir, mas ele está certo. Temos que pensar como se fossemos um deles. Para onde levaríamos o Hexágono se quiséssemos esconde-lo de nós?

– Para a sede da Resist~ecnia. - diz Adam, como se fosse óbvio.

– Mas a sede da Resistência do EUA não é para o norte, que é para onde eles foram. - diz Carter, franzindo o cenho. Estava realmente se importando com essa busca.

– Eles não vão ficar no país. - diz Adam. - Então para onde vão?

– Para a Europa. Holanda, para ser mais preciso. É aonde fica a maior sede da Resistência. - diz Landon.

– Vai ser difícil chegar lá sem sermos reconhecidos, Landon. - diz Adam.

– É só a levarmos conosco. - diz Carter, apontando para Eva. - Seu poder é incrível e ela não vai poder recusar.

– Certo. - fala Adam e depois se vira para os guardas. - Levem-na para o carro e marquem o voo para a Holanda.

Posted 12 August 2012, 10 months ago | reblog this post
#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo 8

Ethan estava fazendo um curativo na perna de Glória. Eles tinham aprendido nas aulas da Resistência. Enquanto isso ele pensava se realmente ia matar Mackenzie. Primeiro: ele tinha quase certeza de que não conseguiria. Segundo: eles já estavam com o Hexágono e ninguém sabia realmente o que a Resistência faria com ele se a tivesse, mas Ethan sentia que alguma hora, Christopher viria falar com ele. E terceiro: talvez ele não queira matar Mackenzie… Ele não sabia o que sentia por Mackenzie. Ou era uma coisa muito, muito ruim ou era uma coisa muito, muito boa e ele tinha medo das duas coisas. Ele não verdade não conseguia aceitar que sentia alguma coisa por ela e ele também nem tinha certeza de suas intenções com Mackenzie. Mas isso era uma coisa que Glória sabia.

Ela observava seu irmão enfaixar sua perna e via sua cabeça virar a mil. Sua intenções viajam tão rápido em seus pensamentos que a fumaça que pairava a cima de seu corpo não tomava forma por mais de um segundo, fazendo Glória não saber o que ele realmente queria. Ela também não sabia o que estava inportunando seu irmão e isso a deixava louca. Ela queria ajuda-lo, mas não podia. Era a coisa que ela mais odiava. Mas a fumaça foi pairando mais lentamente e ela começou a conseguir enxergar nem que um pouco as pequenas letras que se formavam. Ela queria muito saber o que o irmão pensava mais do que tudo naquele momento. E as letrinhas foram se formando aos poucos, com a fumaço ainda trêmula. Até que… Proteger Glória.Desapontada com a “declaração” do irmão,Glória fechou os olhos e procurou dormir. Protege-la. Glória sabia muito bem que era a coisa que o irmão mais queria, só que ele ainda achava que ela era um bebê! Isso era frustrante para ela! Quando ele ia perceber que ela sabia se defender sozinha e que não precisaria dele para sempre, sendo que ele também não estaria aqui para sempre? Mesmo ela não tendo um dom tão extraordinário quanto Mackenzie ou mesmo ele, ela sabia muito bem se virar sozinha. Ocorreu a Glória que Ethan não mostrou a Mackenzie seu dom e lhe ocorreu também que o dom de Mackenzie tem o mesmo grau que o de Ethan. Mas ela não ia contar para Mackenzie se ele mesmo não fez isso ainda, é como se ele não quisesse que ela soubesse. Glória abriu os olhos e olhou para Ethan, mas ele só desviou o olhar. Ethan sabia que Glória lia suas intenções a todo minuto e ele odeia isso.

– Já falei que não gosto quando você faz isso. - ele diz. Glória dá uma risada com o nariz típica de Mackenzie e fecha os olhos, ainda sorrindo.

Leo, que dirigia o carro, observava tudo pelo retrovisor. Para ele não importava o dom que tinha, mesmo sendo o mais comum de todos ali. Ele pensava, que sem ele ninguém conseguiria fazer nada, sendo que em todos os filmes de super heróis sempre tinha um que era invisível. Mas, é claro, que lhe agradaria muito ter um dom como o de Ethan ou de Mackenzie e, por concidência, ele também pensou no porque de Ethan nunca mostrar seu dom para Mackenzie, mas isso era assunto dele. Dirigindo para Delaware ele pode pensar em tudo o que acontecia, uma coisa que ele não fazia muito. A coisa que ele sempre quis fazer e nunca contou para os amigos, era estudar o Hexágono. Para ele, o Hexágono era uma das coisas mais incríveis do mundo e provavelmente é. E agora ele estava no mesmo carro que ele e a sua dona-impossível-de-vencer e estava dirigindo para Delaware sem rumo depois disso. Era uma das coisas mais malucas que ele já tinha feito e olha que ele já tinha feito coisas muito malucas. Mas uma coisa que ele sempre se perguntava era de onde viha o Hexágono. Ele não fazia ideia, mas queria fazer. Leo não é daqueles tipos de homens gananciosos, ele só queria saber, nada demais. Ele tinha várias teorias, mas nada que realmente valesse a pena comentar. Talvez,ele pensou, Talvez Mackenzie saiba me dizer. Talvez a Legião soubesse de onde aquele negócio saiu. Ela realmente realizaria um sonho para ele.

Mackenzie e Nathalie ainda dormiam quando eles chegaram a Delaware. Glória teve que colocar um calça larga para não chamar a atenção dos guardas com tanto sangue na perna e a outra calça manchada. Leo parou o carro duas ruas antes da casa em que Nathalie falava ser a de sua “amiga”.

– Tem certeza que lá não tem nenhum sensor de presença ou coisa parecida que possa nos matar se encostar…

– Não Leo, não tem nada lá. - fala Nathalie, olhando para os sapatos e franzindo a testa.

– Sei lá, ela era da CIA. Nos filmes os agentes aposentados ficam loucos e colocam sensores por todos os la…

– Leo. - fala Ethan, em tom de censura, em quanto leva Glória no colo. Todos ficam sem falar até pararem na frente de uma enorme casa bege de dois andares e um jardim florido magnífico, com uma fonte grande no meio. Nathalie para de repente e fica olhando a casa. Ela morde a parte inferior do lábio tão forte que o faz tremer.

– Nathalie, acho que você não está muito a fim de falar com sua “amiga”. - diz Mackenzie.

– Não, não, não é nada disso. - ela fala, com um leve sorriso e coloca o cabelo ruivo para trás da orelha e depois olha novamente para casa, só que agora de um jeito temeroso. - É só que… está tudo tão… mudado…

Ela vai na frente, guiando-os pelo imenso jardim que habtava o quintal da enorma casa. Ela para na frente da porta que imita madeira, respira fundo e toca a campainha. Toca mais uma vez e a porta é atendida. A mulher do outro lado era extremamente parecida com Nathalie. Cabelos ruivos, mas que o da mais nova mas ainda parecidos, olhos que não conseguimos diferenciar se são azuis, verdes ou castanhos claros, magra e não usava brinco. Seus olhos se abriram em espanto quando viu a menina.

– Eu disse para você não vir mais me procurar. - fala a moça, entre os dentes e depois abre um pequeno sorriso para os amigos de Nathalie.

– Eu precisava. - fala Nathalie, também entre os dentes e depois se dirigi aos seus amigos. - Essa é Eva Harris e Eva, esses são Mackenzie, Glória, Ethan e Leo. - Nathalie diz, apontando para cada um deles quando seu nome era falado por ela mesma. Depois, ela se vira para Eva. - Precisamos de sua ajuda.

– Entre. - ela diz, com um olhar decepcionado par Nathalie. - Sentem-se no sofá. Querem alguma coisa da cozinha?

– Estamos morrendo de fome. - diz Leo.

– Entendo. - fala Eva e vai até a cozinha. A casa não era nada demais, uma típica casa de Daleware. Móveis humildes e um segundo andar, nada demais. Eva volta com alguns sanduiches e sucos de laranja. - Mas alguma coisa?

– Erh… Você tem algum kit de primeiros socorros? Minha irmã…

– Tenho, já vou pegar. - Eva diz e sobe as escadas para o segundo andar. Volta rapidamente com uma maleta. - Acho melhor eu cuidar da perna dela Ethan.

– Tudo bem. - fala Ethan. Depois de um tempo sem falarem nada, Eva pucha assunto.

– A quanto tempo estão viajando? - ela pergunta. Ninguém queria olhar para o que ela estava fazendo com a perna de Glória. Glória dormia com a nestesia e Eva retirava a bala de sua perna. Ethan suava frio.

– A um dia. - fala ele. Eva não parece se surpreender.

– Qual o seu dom? - Mackenzie vai direto ao ponto. Eva olha para ela e sorri.

– Eu mexo com a mente das pessoas. - ela diz. - Faço elas acharem que fizeram alguma coisa ou que não fizeram nada ou que são alguém que não são. Ou faço elas fazerem as coisas que eu quero.

– Interesante. - ala Mackenzie. - É por isso que era da CIA.

– Pode nos mostrar? - pergunta Leo. - Só em um de nós?

– Claro, mas essa pessoa não vai se lembrar que foi possuida. Como eu disse, ela acha que está fazendo as coisas por conta própria. - ela diz. - Só me deixe acabar com a perna de Glória.

Todos tremeram juntos com a menção da perna de Glória e Eva riu. Ela não era uma pessoa arrogante, mas também não era o que se pode chamar de “pessoa simpática”. Quando ela terminou, pediu para que Mackenzie ficasse na sua frente. Ela abriu e fechou os olhos, mas quando abriu, seus olhos estavam brancos. Então ela ouviu uma voz, longe, no fundo de sua cabeça. Era uma voz de homem, suave e macia para seus ouvidos. Ela sabia que já tinha escutado essa voz, só não sabia onde. A voz lhe fazia um pedido: Vá embora. Vá, Mackenzie, vá embora daí. Mas porque ela iria embora? Estava se sentindo bem aqui. Então ela não fez nada, só ficou ali escutando a voz e tentando se lembrar da onde ela a conhecia. Eva fechou e abriu os olhos, mas agora eles estavam normais.

- Como fez isso? – pergunta Eva.

- Isso o que? – fala Mackenzie, franzindo o cenho.

- Resistir. – ela diz, mais para si mesma. – Como conseguiu resistir ao poder da mente?

- Não sei. Eu só… não quis fazer o que a voz disse. Nenhum poder da mente funciona comigo. – diz Mackenzie.

- Mas como…

- Eva. – fala Nathalie, em tom de censura. – Viemos aqui para outra coisa. Queremos documentos.

- Claro… – fala Eva, ainda olhando para Mackenzie. – Que documentos?

- Passaportes, certidões de nascimentos, essas coisas. – diz Glória, que tinha acabado de acordar e olhava sua perna quase curada.

- Isso pode demorar um pouco. – diz Eva. – Amanhã eu já terei os documentos, mas vocês terão de passar a noite aqui.

- Mas você disse que…

- Nathalie, vocês tem de passar a noite aqui. A não ser que tenham outro lugar para ficar. – fala Eva, levantando uma sobrancelha.

- Temos o carro…

- Ora, vamos Nathalie! Vocês não vão dormir todos amontoados em um carro! – fala ela. – Aliás, já é noite! Vocês vão dormir aqui e está decidido.

Todos acabaram concordando, mas Nathalie fez questão de ir embora assim que os documentos forem entregues a eles.

Posted 29 July 2012, 10 months ago | reblog this post
#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo 7

– Ethan, eu preciso que você faça uma coisa para mim. - diz Christopher, assim que Glória sai para procurar Mackenzie.

– Sobre o que? - ele pergunta.

– Sobre Mackenzie.

– O que tem ela? - ele pergunta decepcionado.

– Sabe que meus guerreiros não podem ter fraquezas, não é mesmo? - Christopherpergunta, colocando as mãos atrás da cabeça.

– Claro que sei. - diz Ethan, se inclinando para frente agora. - Está dizendo que eu tenho?

– Eu não disse isso. - fala Christopher. - Mas você parece que está começando a ter.

– Eu não tenho. - fala Ethan, decidido. - E nunca vou ter.

– Ora, Ethan - fala o homem. - Parece que você não percebe o que eu já percebo.

– Não estou entendendo. - ele fala, se deitando nas costas da cadeira.

– A menina Ethan. - diz Christopher, sorrindo. - Você gosta dela.

Ethan arregala os olhos e os fixa no homem que parece conhece mais dele do que ele mesmo.

– Mackenzie?! - ele fala. - Nunca! Eu… eu não tenho nada com Mackenzie…

– Bem, não é o que parece. - diz Christopher. - E eu espero que eu esteja errado. Por isso, eu quero que você faça uma coisa para mim.

– Qualquer coisa. - fala Ethan.

– Sua amiguinha Mackenzie não tem cara de quem é muito legal. - fala Christopher.

– Ela não é. - diz Ethan.

– E ela também não tem cara de quem vai cooperar com a gente. - fala o homem. -Nós vamos pegar o Hexágono dela, isso já deu para perceber…

– Impossível. - diz Ethan. - Ela não vai a lugar nenhum sem essa maldita maleta.

– Uma hora ela vai ter que deixá-la em algum lugar. Mas, nós dois sabemos que a menina não vai ficar muito satisfeita com o roubo do cristalzinho dela e nós dois sabemos também que o dom daquela garota é uma coisa… - fala Christopher, mas nem ele encontra palavras. Principalmente porque não sabe, mas já ouviu dizer que era extraordinário - Bem, eu preciso que se as coisas chegarem ao ponto de uma luta, você tem que matá-la.

Ethan começa a suar frio. Ele nunca conseguiria chegar a um dedo de Mackenzie ainda vivo se ela achasse que ele fosse uma ameaça e também… ele não queria matá-la. Ele não tinha consciência desse próprio pensamento, mas ele o sentia. Só não sabia o que era.

– Não conseguiria matar Mackenzie. - fala Ethan. - Ela é forte demais para mim.

– Não é não! - diz Christopher, balançando os ombros do menino com um sorriso. - Ela já se familiarizou com você! É só você chegar por trás e…

Christopher socou a palma de sua própria mão em um gesto totalmente infantil.

– Você consegue Ethan. - fala Christopher. - Eu sei que você consegue.

– Eu não…

Alguém bateu na porta e no rosto de Christopher brotou um grande sorriso.

– Meu convidado acaba de chegar. - ele diz, se levantando e abrindo a porta. Um homem velho, de olhos bem azuis e cabelos castanhos escuros aparece na porta. - Olá John.

– Olá Chris - o outro homem fala. - Há quanto tempo…

– Muito tempo mesmo. - ele diz, mandando o homem entrar e depois se dirigindo a Ethan. - Pode nos dar licença, Ethan?

– Ah, claro. - fala Ethan e anda até a porta.

– Não se esqueça da nossa conversa. - diz Christopher em seu ouvido, para só eles dois escutarem e depois fecha a porta.

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– Você vai ter que matar aquela garota?! - fala, ou melhor, grita Leo. Leo era um dos garotos que Mackenzie feriu durante o encontro na Legião Russa. Ele tinha cabelos um pouco enrolados e castanhos bem claros, quase um pouco ruivos. Olhos verdes e pele branca. Não é o que se diz de um homem corpulento, mas também não poderíamos dizer que não era forte.

– Lá na lua ainda não ouviram Leo! - fala Ethan, aos cochichos. - Me arrependi de ter te tirado da enfermaria.

– Desculpa cara. - fala Leo, rindo. - Mas eu também sei que você não conseguirá matá-la.

– Não precisa jogar na cara que eu não sou forte o bastante para vencê-la em uma luta…

– Não estou falando disso. - fala Leo, levantando uma sobrancelha. Ethan entende e começa a ficar frustrado.

– Eu não gosto dela! - ele fala. - De onde vocês todos tiraram essa ideia?!

– Ok então, se você não quer admitir. - diz Leo, se jogando na cama de Ethan. O menino passa as mãos pelos cabelos, ainda frustrado e bufa.

– Seria melhor esquecermos esse assunto um pouco, não? - ele pergunta.

– Claro. - responde Leo. - Também não quero ficar falando de como certas pessoas irão morrer.

– Ótimo. - fala Ethan, se jogando no sofazinho que continha no quarto. - Também não quero. E eu fui fala com Mackenzie hoje de manhã…

Glória, Nathalie e Mackenzie irrompem pela porta. Elas ficam prendendo-a para que Glória pudesse falar, mas ela está tão cansada que nem consegue ficar em pé.

– Precisamos da sua ajuda. - ofega Mackenzie para Ethan. Depois ela percebe Leo. - Oi.

– Você deve ser Mackenzie! Sabe, eu já escutei falar… - começa Leo.

– O que vocês estavam fazendo? - pergunta Ethan, pegando sua irmã no colo.

– Pegamos o Hexágono. - ofega Nathalie.

– O que?! - grita Ethan.

– Ele foi roubado - fala Mackenzie, entre os dentes.

– Isso. - consegue dizer Glória. - Não foi justo…

– Temos que sair daqui. - fala Nathalie. - Não é mais seguro para nenhum de nós.

– Eles devem estar evacuando todo o prédio a nossa procura. - fala Glória.

– Não vamos a lugar nenhum. - fala Ethan. - Não eu e Glória.

– Você não escolhe o que Glória vai fazer ou não. - fala Mackenzie. - E ela vai com a gente.

– Tampouco é você, Mackenzie! - grita Ethan.

– Mas aqui não é seguro para ela! - fala Mackenzie. - Se a pegarem, vão matá-la!

Ethan consegue parar e analisar bem o que está acontecendo. Não importa o que aconteça, ele não iria deixar sua irmã morrer.

– Eu não vou deixar você comprometer a vida de Glória… - ofega Mackenzie.

– Eu posso tirar todos daqui. - fala Nathalie. - Só cooperarem e fazerem perguntas depois.

– Leo, por favor, não diga que saímos… - consegue dizer Glória. Leo encarava tudo aquilo com um sorriso no rosto.

– Está brincando? - pergunta ele. - Eu vou com vocês.

– É muito perigoso Leo…

– Eu vou com vocês. - ele diz de repente sério, decidido.

– Mas o que exatamente aconteceu com vocês? - pergunta Ethan.

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Assim que Mackenzie passou por aquela porta, viu dois homens conversando alegremente e examinando seu Hexágono. Ela, na realidade, não teve que fazer muita coisa. Uma grande arma surgiu em sua mão e ela matou o outro velho. Sua cabeça ensanguentada pendeu para frente do mesmo jeito que a do Presidente da Legião Russa. Ela apontou a arma para a cabeça de Christopher e foi andando tranquilamente até o Hexágono. O homem não tentou a impedir, estava muito absorto em pensamentos, como sempre faz.

– De onde você tirou essa…

– Calado. - ela diz, sorrindo. Depois ela chega bem perto de Christopher e passa suavemente o cabo da arma pelo seu rosto. - Fique quietinho aí e me deixe sair ok?

Assim que Mackenzie saiu da sala, levando o Hexágono, se viu no meio de uma grande luta. Nathalie e Glória estavam se acabando contra vários guardas da Resistência. A luta, realmente, não foi grande coisa. Assim que Mackenzie chegou, aniquilou todos, mas Glória ficou muito cansada.

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– Depois eu conto. - fala Mackenzie. - Nós precisamos ir.

– Eu levo o Hexágono. - diz Ethan. Mackenzie olha para ele com desconfiança.

– Não. - ela fala, decidida. - Você nos acha um carro.

– Mackenzie, não precisa ter…

– Não Glória. - fala Mackenzie. - Eu levo o Hexágono, ele acha um carro.

– Tudo bem. - fala Leo. - Eu vou junto. Vamos Ethan.

– Estaremos na frente da Resistência. - diz Ethan. - Tem certeza que vão conseguir chegar lá…?

– Temos. - fala Nathalie, entre os dentes. O problema é que eles não sabem qual são seus dons.

– Ok. - fala Leo e praticamente arrasta Ethan para fora do quarto.

– Vamos. - diz Nathalie. - Primeiro Glória, ela está pior.

Nathalie ajoelha perto de Glória e segura sua mão. A mesma energia azulada aparece e passa para o corpo de Glória, mas não nasce nenhuma tatuagem nova nela.

– Por que não…

– Não sei Mackenzie. - fala Nathalie. - Eu também achava que isso não iria acontecer com ela, para falar a verdade, eu nem sei por que aconteceu com você. Eu nunca vi nada parecido antes.

– Falamos nisso depois, eu já disse… - fala Glória. Nathalie repete o processo em Mackenzie e sua tatuagem brilha um pouco mais intensamente. Mackenzie fica olhando para Nathalie frustrada, mas ela só balança a cabeça.

– Segurem na minha mão. - fala Nathalie. - Eu vou guiar vocês. Uma pessoa que tem o dom de Intangibilidade também não tem o de Ecolocalização a toa. Quando ela passa por um caminho sem ser em forma de massa, só a verdadeira hospedeira do poder pode guiar. Ela sabe aonde vai sair pela Ecolocalização, entendem?

As duas fizeram que sim e deram as mãos para Nathalie.

– Tudo bem. - ela segurou mais firme as mãos das duas. - Agora!

Elas voaram com tudo para a parede e todas conseguiram escutar Glória dar um grande grito. Mackenzie e Nathalie já tinham feito isso, mas para Glória era a primeira viagem. Mackenzie não conseguia ver nada, só várias cores. Também não conseguia ver as amigas, mas sentia o aperto da mão de Nathalie ficando mais forte a cada segundo. Ela pensou que tivesse se passado cinco minutos quando abriu os olhos e se deparou com o sol. Eles estavam na lateral da gigante barreira de metal que circundava a Resistência. Conseguiam ver o carro de Ethan parado um pouco mais para a esquerda.

– Gente, vocês ainda estão com o que sobra da Intangibilidade. - fala Nathalie, focando nossa atenção agora. - Estão vendo os guardas? - ela fala e aponta para a entrada da Resistência, que está lotada deles. - Se nos virem, eles vão a tirar e eles provavelmente nos verão. Então, se ainda tiverem um pouco de Intangibilidade, as balas nos atravessaram entenderam?

– Aham. - fala Glória e Mackenzie.

– Só espero que ainda tenha sobrado um pouco. - ela diz nervosa. - Vamos.

As três saíram correndo para o carro e elas escutavam barulhos de gatilhos e balas voando, mas não sentiam nada. Estavam quase chegando a porta do carro quando um gemido de dor tomou o ouvido de Mackenzie.

– Glória! - Mackenzie gritou. Glória estava correndo mais atrás e sua Intangibilidade tinha acabado no meio do caminho. Ela estava caída no chão, com a perna sangrando muito. Mackenzie viu que ela não ia conseguir se levantar, então pegou a menina no colo e correu para o carro.

Por algum milagre, elas conseguiram chegar e Leo deu partida no automóvel.

– Ela está bem? - falava Ethan, com a voz chorosa.

– Estou… - dizia Glória. - Foi só um tiro…

– Qual era a ideia de vocês de chegarem salvas no carro?! - grita Ethan, totalmente descontrolado. - Entrar no meio de um tiroteio?!

– Você não entende o que nós fizemos… - tenta falar Nathalie.

– Machucaram minha irmã! - grita Ethan. - Como podem ser…

– Intangibilidade! - grita Mackenzie. - Se você for inteligente, saberá o que é isso não?!

– Eu sei o que é isso, mas não…

– Foi isso que usamos! - grita Mackenzie. - A de Glória acabou no meio do caminho! Achava que nós iríamos saber disso?!

Ethan ficou calado dessa vez. Parece que só Mackenzie conseguia domá-lo.

– Ótimo. - ela diz, deitando a cabeça no colo de Nathalie, no banco de trás do carro, que era imenso. - Antes de gritar com alguém, pergunte o que aconteceu.

Ethan já tinha a boca aberta para responder, mas graças a Deus, Leo o interrompeu.

– Para onde vamos? - ele pergunta. Ninguém responde, não sabiam realmente para onde iriam.

– Eu tenho… uma amiga. - fala Nathalie, quebrando o silêncio. - Ela é como nós. Também já fez parte da CIA há um tempo, sabe falsificar documentos, uma coisa que vamos precisar.

– Realmente. - diz Leo. - Mas onde ela está?

– A última vez que a vi ela estava indo para Delaware. Eu acho que para… Dover. Isso: Dover. Dover é a capital de Delaware, não é? - pergunta Nathalie.

– É sim. - fala Leo e depois liga o rádio em que estava tocando “Sweet Home Alabama”. - Para Delaware!

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#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo 6

Mackenzie escuta um estrondo que a faz acordar. Ela se levanta em um pulo e rapidamente pega a maleta do Hexágono. A garota percebe que alguém está batendo na porta furiosamente. Lentamente, ela a abre e vê Ethan, com cabelos bagunçados e ainda de pijama parado em sua porta, mas ele tinha um olhar feroz.

- O que você quer? - ela pergunta com raiva.

- Eu quero saber o porque de Glória chegar no nosso quarto e eu perceber que ela estava chorando! - ele fala, entrando no quarto da menina.

- Por que vocês dormem no mesmo quarto? - Mackenzie pergunta, ficando vermelha. Ela não sabia porque, mas isso a incomodava.

- Nós somos irmãos. - ele responde e se senta na cama bagunçada de Mackenzie. - O que você fez para minha irmã ficar daquele jeito?

- Eu só… não é da sua conta.

- Você machucou Glória, eu tenho o direito de saber porque.

- Eu estava me esquecendo que você também tem parte nisso. - ela diz e fecha a porta do quarto.

- Parte no que? - ele pergunta, perplexo.

– Ah, fala sério Ethan! Acha que eu não percebi o que vocês queriam fazer comigo?! - Mackenzie grita.

– Eu não estou entendendo! Nós não íamos fazer nada! O que pensava que nós faríamos?! - ele se levanta e começa a gritar também, o que era uma coisa desnecessária na sua opinião.

– Por que vocês contaram sobre mim para Christopher?! Vocês sabem o que ele ia fazer comigo! - ela grita.

– Nós falamos porque não tínhamos escolha! São as nossas ordens! E se não a cumprimos… bem, nós não iríamos conseguir fugir da Resistência do mesmo jeito que você conseguiu fugir da Legião!

– Ele quer me transformar em uma arma!

– Você sempre foi uma arma, Mackenzie!

– Mas eu não sabia! - ela fala, se sentando na cama ao lado de Ethan e escondendo sua linda face sobre as mãos. - Eu nunca soube o porque de eu ser treinada. Nunca soube de nada disso! Mas agora que eu sei, eu não vou ficar aqui para experimentar como será do jeito deles. Não vou ficar para virar uma arma de novo.

– Você acha que a culpa é nossa?!

– É lógico e óbvio! Vocês conhecem aquele homem, sabiam que ele iria fazer isso comigo!

– Eu já disse! Nós não tínhamos escolha!

– Então você prefere salvar a própria pele, não é? - ela pergunta, tirando as mãos de seu rosto e o olhando incrédula.

– Eu prefiro salvar a pele de minha irmã. - ele diz. - Ela é a única de todos nós que realmente merece viver.

– E porque você diz isso?

Um homem entra no quarto de Mackenzie do nada. Ele tinha cabelos cor de areia e olhos muito negros e andava diretamente para a garota, até ver Ethan.

– Estou atrapalhando? - ele pergunta.

– Sim. - Mackenzie responde.

– Não. - Ethan responde, junto com ela.

– Passei no seu quarto e Glória disse que você tinha saído. - o homem diz. - Vocês precisam ir para o treinamento.

– Eu não vou treinar. - fala Mackenzie, decidida.

– Tudo bem então, se a Legião nos invadir, ninguém vai te salvar.

– Ela sabe se defender melhor do que quase todo mundo aqui. - fala Ethan. - Foi ela quem baleou Leo e Taylor.

– Mas mesmo assim precisa treinar. - fala o homem. - Você que sabe. Vamos Ethan.

Os dois saem do quarto e ela fica lá sozinha, pensando. Mackenzie realmente não sabia porque aquele homem dava tanto medo em todos, mas a atitude de Ethan foi nobre e burra. Ele fazia isso para salvar sua irmã e não a própria pele, mas deixava Mackenzie nas mãos de Christopher. Ela então decidiu andar pela Resistência, conhecer o local. Ela saiu de seu quarto e foi andando.

Ela passou por lugares que nem ela sabia o nome. Só ficou caminhando e fazendo hora. Ela chegou na praça de alimentação, que tinha um enorme chafariz no meio. A menina foi andando até ele e mergulhou a mão na água gelada. De repente, ela sentiu uma forte pancada em suas costas e caiu dentro do chafariz.

– Droga! - ela grita. - Mas que m…

– Me desculpe! - alguém grita. Mackenzie não conseguia ver, pois seus olhos ainda estavam cheios de água. - Eu juro que não era minha intenção!

Mackenzie limpou seus olhos e sentiu ser puxada para fora do chafariz por uma das mãos. Quando abriu totalmente os olhos, pode ver uma menina de cabelos ruivos e olhos meio azuis meio castanhos claros. Seu cabelo vinha até os ombros e ela tinha lindas bochechas rosadas. Mackenzie não era daquelas que gosta de uma pessoa a primeira vista e se torna melhor amiga, mas essa menina realmente a atraiu.

– Me desculpa mesmo, foi sem intenção. - fala a garota.

– Deu para perceber. - responde Mackenzie. A menina abre um leve sorriso.

– Eu sou Nathalie. - diz a garota.

– Mackenzie. - ela fala, acenando. - Eu preciso me secar, sabe.

– Oh, claro! - ela diz, como se tivesse acabado de se lembrar e sai correndo pela praça de alimentação vazia. Do mesmo jeito que foi, ela volta, agora trazendo uma toalha. - Tome! Use para se secar.

– Eu sei. - Mackenzie diz, colocando a toalha nas costas. - É para isso que servem as toalhas. Para se secar, não?

– Claro! É para isso que servem! - ela diz com um sorriso. - Eu te acompanho até o quarto.

Pode se dizer que Mackenzie fez uma amiga. Conversaram a tarde inteira e Nathalie lhe mostrou vários lugares da Resistência. Ela mostrou seu dom, ou melhor, seus dons.

– É algo misturado com intangibilidade com ecolocalização, mas é diferente entende? Eu tenho os dois. - Nathalie dizia.

– E o que é isso? - Mackenzie pergunta, rindo.

– Intangibilidade é quando você consegue diminuir a capacidade natural de objetos ou até mesmo de pessoas, fazendo você atravessar por matérias sólidas. E ecolocalização é quando você é metade morcego ou golfinho. - ela fala rindo.

– Como assim? - Mackenzie pergunta, rindo também.

– Isso significa ouvir ondas sonoras refletidas nos objetos. Algumas variações do poder incluem a produção de uma onda sonora que passará pelo ambiente e será refletida. Outras variações não necessitam de nenhum som extra, apenas o som do ambiente é capaz de criar uma imagem em 3D razoavelmente completa do ambiente em minha cabeça, também é conhecido como Sentido Sonar.

– Muito legal mesmo. - fala Mackenzie.

– E o seu? - ela pergunta. A menina abre um sorriso.

– Se prepare. - a garota diz e fecha os olhos. - Me diga o que você quer ter agora. Algo que seja sólido.

– Um cordão. - ela fala, sonhadora.

– Tem preferência?

– Não, qualquer um serve.

Ela passeia pela sua mente a procura de uma jóia, até que se lembra de Adam. Seu cordão da sorte, com o pingente de olho, o símbolo da Legião. Mackenzie abre as mãos e o colar aparece.

– Tome. - ela fala, rindo. Mas Nathalie olhava fixamente para o colar.

– Como funciona esse poder?

– Eu só preciso pensar na coisa que eu quero que apareça que ela aparecerá, contanto que eu já tenha a visto. E claro, não é para sempre. Depois de alguns dias ou quando eu quiser, a coisa desaparece.

– Você já viu esse colar, Mackenzie? - Nathalie pergunta e a garota percebe que era aí que ela queria chegar. De onde que ela conhece esse colar?

– Eu era da Legião, Nathalie. - Mackenzie responde. - Eu conhecia Adam, ele usava esse colar.

– Deve ser muito precioso para ele. - ela fala, pegando o colar da mão de Mackenzie. - É muito bonito.

– Eu não acho. - a menina diz e o colar desaparece. - É só um colar.

– Tudo bem. - Nathalie diz, com um suspiro. - Eu preciso ir.

– Para onde?

– Treinar. Eu, ao contrario de você, sou obrigada a fazer isso. - ela fala com um sorriso. - Tchau.

– Tchau.

E ela é deixada sozinha na sala. Mackenzie decide ir atrás de Glória e pedir desculpas. Sua atitude foi muito infantil e ela agora reconhecia isso. Ela saiu do quarto e foi até a sala de treinamento número 1. Glória estava saindo.

– Oi. - fala Mackenzie, começando a andar do lado dela.

– Oi. - Glória diz, sorrindo. - Voltou a falar comigo?

– Minha atitude não foi digna. - Mackenzie fala e Glória ri.

– Digna. - ela repete. - Nada é digno, Mackenzie.

– Eu tento fazer as coisas de acordo com essa lei. - fala a garota, com um sorriso. - Eu quero que me desculpe.

– Você já foi desculpada a muito tempo.

– Seu irmão veio falar comigo hoje de manhã. - diz Mackenzie.

– Eu disse para ele não fazer isso.

– Não, foi bom ele ter feito. - fala a garota. - Se não eu não teria me arrependido do que fiz.

– Que bom que veio falar comigo, então. - fala Glória e elas ficam em silêncio, andando até o quarto dela. - Você entregou o Hexágono para eles, não foi?

– Não! Por que diz isso? - pergunta Mackenzie. Os olhos de Glória se arregalaram e ela parou de andar.

– Aonde está o Hexágono, Mackenzie?

– No meu quarto. - responde a garota.

– Não está não. - fala Glória. Mackenzie não entendeu muito bem, mas foi correndo junto a menina até seu quarto. Chegando lá, a maleta tinha sumido.

– Impossível! Eu tranquei a porta!

– Eles tem a chave! - grita Glória.

– Eu jurei que iria protegê-lo! - fala Mackenzie, se sentando na cama e cobrindo seu rosto com as mãos. - Eu sempre cumpro uma promessa…

– Eu sei aonde ele está. Na sala de Christopher, provavelmente. - fala Glória.

– Ele não vai nos deixar entrar.

– Ele não precisa nos deixar entrar para fazermos isso.

As duas saíram correndo pelos corredores até chegar a sala de Christopher. Mackenzie e Glória suavam como nunca. Assim que chegaram, tentaram abrir a porta, mas estava trancada. Mackenzie colocou o ouvido encostado na porta.

– Tem gente lá dentro, eu consigo ouvir. - ela fala.

– Então o Hexágono está lá. - diz Glória.

Mackenzie começa a chutar ferozmente a porta, mas ela não vacila. Talvez nem o barulho das batidas tenha sido escutado na sala, pois nada lá dentro parecia ter mudado.

– Você não vai conseguir. É titânio, é quase indestrutível. - fala Glória. Então Mackenzie teve uma ideia.

– Glória, venha comigo agora.

As duas saíram correndo mais uma vezpelos corredores da Resistência até achar o quarto de Nathalie. Mackenzie bateu furiosamente na porta até a menina a abrir. As duas entraram no quarto rapidamente.

– Precisamos da sua ajuda. - fala Mackenzie.

– Eu não entendo porque precisamos! - fala Glória.

– Ela consegue diminuir a densidade natural das pessoas. Nos faz atravessar as coisas!

– Não estou totalmente treinada para isso, Mackenzie. - diz Nathalie.

– Vai ter que estar. - fala a garota e ela explica toda a história para a menina. No final, pareceu que ela concordou em ajudar.

– Céus, o Hexágono?! - ela pergunta. - Eles vão acabar destruindo-o!

– Pode imaginar o que aconteceria conosco se isso acontecesse? - pergunta Glória.

– Não temos tempo para discutir isso agora, temos que pega-lo! - fala Mackenzie e todas saem correndo até a sala de Christopher.

Elas conseguiram escutar novamente as vozes, agora mais excitadas, do outro lado da porta.

– Está na hora Nathalie. - fala Glória. - Faça só com Mackenzie.

Nathalie fechou os olhos e segurou fortemente a mão de Mackenzie. Algo como se fosse uma energia bem azulada passou do corpo de Nathalie para o de Mackenzie e a luz o percorreu inteiro. Era como se ela passeasse pelo corpo a procura de alguma coisa, e enfim, a achou. Nas costelas de Mackenzie, a luz se concentrou. Era como se sua pele estivesse queimando. Depois de alguns segundos, a luz sumiu e pode se ver uma pequena tatuagem formada no local. Um símbolo Yin Yang estava em sua pele. Mackenzie ficou aterrorizada.

– Mas o que…

– Eu não faço ideia. - diz Nathalie, com os olhos arregalados.

– Se sairmos vivos dessa, pensamos na nova tatuagem de Mackenzie, ok? - fala Glória. - Veja se funcionou.

Mackenzie passou, lentamente, um dos dedos sobre a porta. Era como se ela passasse o dedo em um ar mais espesso, mas nada que a impedisse de passar.

– Como irei pegar o Hexágono assim? - ela pergunta.

– Ele tem uma forma muito poderosa, com ele o meu poder não funciona muito bem. Você conseguira segura-lo. - fala Nathalie.

– Tudo bem. - Mackenzie diz. - Me desejem sorte.

– Sorte. - as duas falaram juntas.

Então, Mackenzie atravessou a porta de titânio, ao encontro do Hexágono.

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#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo 5

Mackenzie foi ficando alguns passos para trás ao longo do percurso no Edifício Central. Ethan e Glória já tinham levado os outros para a ala hospitalar. Ethan fazia questão de lembrar Mackenzie toda vez que tinha oportunidade que era por culpa dela que eles estavam feridos. Eles estavam indo encontrar o presidente da Resistência. Quando Ethan abriu a porta um grande homem foi deixado à vista. Ele era negro e careca. Tinha um porte de soldado e parecia ser amigável com aquele sorriso no rosto. Ele puxou duas cadeiras e os meninos se sentaram.

– Olá crianças! - falou o homem. - Tiveram sucesso?

Ethan olhou para Glória pedindo ajuda, mas a garota só desviou o olhar e respondeu:

– Mais ou menos.

– O que aconteceu? - perguntou o homem se sentando e seu sorriso desaparecendo. - O que deu errado?

– Depende do que você diz ser “errado”. - fala Ethan.

– Me expliquem logo o que está acontecendo! - grita o homem, vermelho de fúria. - Vocês trouxeram ou não o Hexágono?

– Trouxemos. - disse Ethan com um sorriso no rosto. O homem abriu um igual ao do menino.

– Mas não é nossa propriedade. - fala Glória, entre os dentes, para Ethan.

– Como assim? - pergunta o homem, voltando a ficar vermelho.

– Tinha uma garota lá! - Ethan fala. - Ela já tinha o Hexágono em mãos quando chegamos, estávamos atrasados!

– Céus, como isso pode acontecer? - pergunta o homem, colocando uma das mãos sobre a boca e apoiando o cotovelo na mesa, o olhar perdido.

– Mas - fala Glória. - Mas, nós conseguimos convencê-la a vir conosco e levar o Hexágono. Só que o diamante é propriedade dela.

– Ata. - fala o homem, sorrindo. - Pensei que fosse algo mais sério. É só matá-la.

– É só matá-la? - perguntou Ethan, rindo. - Boa sorte.

– Como assim? - pergunta o homem, levantando os olhos.

– Ela tem um poder extraordinário. - fala Glória. - Já poderia ter matado esse prédio inteiro!

– Não exagere Glória. - falou Ethan, ainda rindo.

– Boa parte dele. - Glória corrigiu.

– Como ela quase fez com os outros. - fala Ethan.

– Para de falar isso garoto! - diz Glória rindo e dando um tapa no ombro de Ethan.

O homem não prestava atenção. Ele estava absorto em pensamentos. Achava-se o homem mais sortudo do mundo. Ele tinha, provavelmente, a garota mais poderosa do mundo eo Hexágono. Ele realmente não acreditava em sua sorte.

– Qual é o nome dela, quantos anos tem e onde está? - pergunto o homem.

– Calma Christopher. - fala Glória.

– Mackenzie. Nossa idade e deveria estar aqui agora. - fala Ethan. - Acho melhor você ir procurá-la Glória, ela pode estar matando todo o prédio!

Glória da a língua para Ethan e sai. Assim que abre a porta dá de cara com Mackenzie. Sua expressão era a mais feroz que seu rosto já demonstrou mesmo Glória só a conhecendo há algumas horas, ela sabia disso. Uma expressão de pânico surgiu no rosto de Glória ao tentar imaginar o quanto a garota teria ouvido e que conclusão tomara sobre a conversa. Mackenzie passou por Glória e se pôs à frente da mesa de Christopher.

– O que vão fazer comigo? - ela pergunta, mas ninguém responde. - O que vão fazer comigo?!

– Você deve ser Mackenzie. - fala Christopher. - Eu sou Christopher, o presidente da Resistência.

– Não foi isso que eu perguntei. - ela diz ferozmente e apóia suas mãos em cima da mesa do homem, ficando cara a cara com ele. - E não me obrigue a perguntar de novo.

– Não farei nada com você a menos que você queira. - ele mente. - Eu quero lhe oferecer abrigo.

A menina dá uma risada fria pelo nariz.

– E por qual motivo você acha que eu iria me refugiar aqui? - ela pergunta.

– Por que não tem para onde ir. - ele diz. A expressão de Mackenzie falha e ela sai de perto do homem.

– Eu tenho… amigos. - ela mente. - Eles podem me dar abrigo.

– Mentira. - o homem diz, se levantando e andando para perto dela. Cada passo que Christopher dava Mackenzie recuava, até ela bater na parede. O homem parou a sua frente e a estudou. - Você é da Legião, não é?

Mackenzie não respondeu e Christopher deu o mesmo tipo de risada que a menina dava.

– É claro que é. - ele diz se afastando de Mackenzie e voltando à sua mesa. - Sabe, eu sei que você nunca saiu da Legião.

– O que? - Mackenzie pergunta, saindo da parede.

– Eu sei quem é cada agente dá Legião, sei de cada missão, sei cada passo que cada um dentro daquele maldito prédio dá. - fala Christopher. - Mas de algum modo, eles conseguiram encobrir a sua existência. E eu quero saber o porquê. Quero saber que poder você tem. Quero saber o porquê de tanto sigilo deles. Quero saber tudo o que você sabe.

– Eu lhe desejo boa sorte, porque nem eu sei disso tudo. - ela fala, sinceramente.

– Bem, nós falamos sobre isso depois. - diz o homem. - Agora eu quero saber se você vai aceitar minha oferta.

– Só por um tempo. - ela disse. - Depois eu vou embora e nenhum de vocês vai me impedir.

– Claro, você que manda. - fala o homem.

– Ah, - Mackenzie fala, se dirigindo até porta. - O Hexágono vai comigo.

Meio relutante, Christopher concorda e Mackenzie sai.

– Humm… eu acho que vou atrás dela. Vou mostrar seu quarto. - Glória diz e vai em direção a porta.

– Vá, antes que ela se perca. Eu tenho que falar com Ethan. - diz Christopher.

– Hum… tchau. - fala Glória e sai.

Glória não precisou andar muito para achar Mackenzie. Ela estava parada na frente de um mapa do Edifício. Aqueles tipo VOCÊ ESTÁ AQUI!. Ela se aproximou timidamente.

– Quer ajuda? - Glória pergunta. Mackenzie nem tira os olho do mapa.

– Só para achar meu quarto. - fala a garota.

– É na área dos dormitórios. - Glória diz, com um leve sorriso e aponta para uma área azul no mapa.

– Obrigada. - Mackenzie fala e começa a seguir Glória pelos corredores.

Não demorou muito tempo para que as duas chegassem no quarto de Mackenzie. Tinha só uma cama, um banheiro, um armário e uma janela. Mas tudo era muito luxuoso. Mackenzie foi direto ao armário, pegou umas roupas e foi para o banheiro. Do mesmo jeito que entrou, Mackenzie saiu. Ela pegou a maleta que estava em cima da cama e voltou novamente para o banheiro.

Glória não a culpava por não confiar em ninguém. Se trocassem de lugar, Glória faria a mesma coisa. Mackenzie voltou com uma blusa azul turquesa e um short branco. Ela pegou a maleta e se sentou na cama. Glória teve um leve deslumbre do diamante quando Mackenzie abriu-a, mas ela logo a fechou. Colocou a maleta na mesa de cabeceira e se deitou de costas para Glória. A menina entendia que Mackenzie estava chateada, mas ela tinha que tentar contar a verdade.

– Mackenzie, eu…

– Você foi a única pessoa em que eu tinha confiado. - ela disse. - Desde o momento que eu te vi.

– Mackenzie, me descul…

– Eu acreditei quando você disse que era um Detector. Acreditei quando disse que ia me levar para um lugar seguro para mim e para o Hexágono.

– Mackenzie, aqui é se…

– Aqui não é seguro! Você não percebe, Glória? Não percebe o que aquele homem quer fazer comigo e com o Hexágono?!

– Mas eu não sabia que…

– Consegue ver minhas intenções agora?! - Mackenzie grita e para sentada na cama. Não tinha nenhum resquício de lágrimas em seus olhos e sua voz não estava trêmula. O que ela sentia não era tristeza, mas sim pura raiva. - Consegue ver minhas intenções para você agora?!!

E Glória conseguia. Era como uma fumaça verde pairando a cima da cabeça de Mackenzie. Formando palavras. Isso acontece com todo mundo. Ela viu várias palavras formadas pela fumaça de Mackenzie. Fugir. Ser forte. Proteger. Saber. Entender. Todas essas não tinha nada haver com Glória, mas ela via agora palavras, frases que ela entendeu ser para ela. Nunca mais ver seus olhos. Nunca mais olhar seu rosto. Vê-la morta. Traição. Persuasão. Matá-la. Glória entendeu o que a garota queria dizer. Mas ela também sabia que não era seu verdadeiro desejo. Não sabia como. Ela nunca soube dizer como sabia dizer se as coisas que as pessoas diziam ou suas intenções eram verdadeiras ou não. Ela simplesmente sabia. Mas Mackenzie não era verdade ou mentira, era mais ou menos. Ela não sabia realmente se o que queria era verdade ou não, mas sabia o que queria que Glória sentisse. Remorso. Dor. Tristeza. Ela resolveu dar um tempo a Mackenzie.

– Claro, eu entendo. - Glória disse. - Eu volto quando você quiser falar com…

– Não volte. - ela diz, se deitando novamente de costas para Glória. - Você não sabe o que eu pensei que aquele homem faria se me tivesse aqui para sempre. Eu não gosto nem de imaginar. E foi você que falou sobre mim para ele. Você contou meus dons para ele. Eu nem conhecia aquele homem direito e já via que ele era uma pessoa ruim, muito ruim. Você que o conhecia há mais tempo já deveria saber isso de cor. Não dá para acreditar que você não saberia o que aconteceria comigo. Não dá para acreditar que você não queria meu mal contando todas aquelas coisas minhas para ele. Por isso, não volte.

– Tudo bem. - Glória falou, limpando lágrimas intrusas em seu rosto. - Mas te ajudarei a fazer o que você quer. Lembre-se, posso ler intenções. Eu sei o que você quer agora.

Glória fechou a porta, tendo um último vislumbre das letras em cima de Mackenzie. Fugir Daqui.

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Carter segurava uma blusa vermelha. Eles caminhavam por um prédio destroçado por várias explosões causadas pela facção que o prendia a aquele trabalho. Ele, Adam, Landon e alguns outros guardas entraram em uma sala. Adam olhou para Carter de jeito ameaçador.

– Onde estamos? Que sala é essa? - ele pergunta. Carter abre um sorriso debochado.

– Pensei que soubesse. Você mesmo deu as instruções para ela chegar aqui. - falou Carter. - A sala do Presidente da Legião Russa.

– E que proveito essa sala tem para nós, cachorro? - pergunta Landon. Carter ficou vermelho e uma expressão feroz possuiu seu rosto.

– Foi o último lugar em que ela esteve sozinha. - falou Carter.

– Quantas pessoas estavam junto com ela? - pergunta Adam. Carter inspira o ar como um verdadeiro cachorro.

– Seis pessoas. - ele fala e inspira novamente o ar. - Sinto cheiro de sangue. Tipos diferentes. - ele fala rindo. - Duas pessoas baleadas e uma morta, mas não foi Mackenzie. O cheiro não é compatível com o que eu sinto na blusa. As pessoas baleadas foram levadas e a morta permaneceu.

Carter inspirou novamente o ar. Aquilo estava dando nervos em Landon. Carter sorriu e foi andando até o que um dia foi uma mesa. Todos puderam ver o sangue seco encontrado nela. Landon retirou os destroços de cima da mesa e o Presidente da Legião Russa pode ser visto.

– Deus… - falou Adam. - Eles mataram Alexander…

– Então Mackenzie fugiu com os outros integrantes da equipe inimiga. - falou Landon, dando uma risada fria com o nariz como a que Mackenzie fazia a quilômetros longe dali, naquele mesmo momento. - Sabe para onde eles foram Rastreador?

– Não tenho certeza, mas tenho uma ideia. - falou Carter.

– Fale logo. - disse Adam. Carter abriu um sorriso.

– Para a Resistência.

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#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo 4


– A Resistência é uma liga para procurados da Legião. Ela dá abrigo, comida e nos ajuda a controlar nossos poderes. Muitas guerras silênciosas já foram tomadas e agora a Legião quer o Hexágono. - fala Glória.

– E ela vai te-lo, escreva o que estou dizendo. - Mackenzie fala, entre os dentes.

– Não se depender de nós. - fala o garoto que a prendeu os braços. Seus dedos se esticam rapidamente até a maleta antes que o menino a pegue.

– Não conto com isso, moleque. - Mackenzie resmunga e depois se vira para Glória. - Continue.

– Mas a Resistência também quer o Hexágono. Ela quer deixa-lo seguro, Mackenzie. Já se perguntou o que a Legião faria se obtivesse o Hexágono? - fala Glória.

– Eles não… me disseram. - fala Mackenzie, virando sua cabeça para o lado e mordendo seus lábios. Ela não queria todos aqueles olhares sobre ela. Era constrangedor.

– Então você está indo pegar uma entrega para da-la a uma facção e você não sabe o que vai acontecer com ela quando chegar lá?! - grita o menino que a prendeu.

– Olha só garoto…

– Ethan. Meu nome é Ethan. - rosna o menino.

– Olha só Ethan, você não sabe os meus motivos. Você não sabe nem o meu nome! - Mackenzie grita.

– Não preciso saber nada disso para…

– Ah, calem essa boca! Estou tentando explicar a ela o que está acontecendo! - grita Glória. - Você não percebe que ela não sabe de nadaDe nada…mesmo?

– Como assim eu não sei de nada? - fala Mackenzie, com uma expressão incrédula no rosto.

– Não se preocupe, iremos explicar. - traquiliza Glória, com um leve sorriso. - Vou te contar a real história do mundo agora.

– Então conte logo, quero liquidar essa garota. - diz Ethan, sentando aonde estava a maleta e cruzando os braços musculosos. Suas costas estavam sangrando e, ele não queria admitir na frente de Mackenzie, mas também estavam doendo muito.

– Quando a Legião nasceu…

– Eu sei muito bem a história da Legião. Eu cresci lá, o que acha que fiz todos esses anos? - Mackenzie fala a Glória com desprezo.

– Para contar a história da Resistência, é preciso contar a história da Legião. - diz Glória, ainda com o mesmo sorriso. - Quando a Legião foi formada, ela caçava os mutantes como faz até hoje…

– Impossível. A Legião é feita de mutates. Como eles podem caçar a própria espécie? - rosna Mackenzie. Eles não entendiam que era como se estivessem xingando sua própria casa, a coisa mais próxima de uma família que ela teve em muito tempo.

– Por favor, me deixe terminar. - pede Glória. Ela manda a Mackenzie um olhar de súplica. - Daqui a pouco eles estaram aqui.

– Quem? - pergunta Mackenzie.

– Tanto a Legião quanto a Resistência. - fala Ethan.

– Os mutantes se rebelaram e criaram a Resistência, que é como uma casa para eles. Mas a Legião quer o Hexágono para fazer expreriências a fim de prolongar os nossos dons. - fala Glória. Mackenzie não abriu a boca dessa vez porque ela não sabia realmente o que iriam fazer com o Hexágono, mas alguma coisa a dizia que eles sabiam. - A Resistência quer proteger o Hexágono. Venha conosco e leve o diamante. O que você acha que vai acontecer se a Legião puser as mãos no Hexágono?

– É o que as pessoas chamam de ‘mãos erradas’ sabe? - fala Ethan, ainda de cara amarrada. O comunicador de Mackenzie começou a apitar e uma voz familiar saiu do fone preso ao seu ouvido, alta o bastante para que todos na sala possam ouvir.

– Mackenzie Hernandez, precisamos do Hexágono agora. - dizia Adam.

– Estou com o Hexágono em mãos, Sr. - fala Mackenzie.

– Mackenzie, por favor! Você não pode fazer isso! Não pode entregar o Hexágono a eles! - falava Glória. Uma explosão foi ouvida ao longe e a gritaria começou.

– Uma equipe está chegando aí agora para ajuda-la. - dizia Adam.

– Não precisa. - Mackenzie rosna. - Já disse que tenho tudo sobre controle.

– Então entre no helicóptero que lhe espera no terraço. - disse Adam.

– Eu acho que você não entendeu. - fala Mackenzie, com um sorriso desafiador. - Eu estou com o Hexágono, mas você não vai te-lo.

– O que está dizendo Mackenzie? - fala Adam.

– Estou dizendo, para não me esperar acordada hoje. - fala Mackenzie. - Eu não vou voltar para casa e o Hexágono também não.

– Mackenzie! Mackenzie! Traga o Hexágono imediatamente! Isso é uma ordem! Mackenzie traga o Hexá… - Adam não conseguiu terminar, pois Mackenzie jogou longe o comunicador.

– Vamos? - ela pergunta a Glória. Um enorme sorriso brotou nos lábios da garota.

– O carro está esperando na rua de trás do prédio. - fala Glória.

– Ah, ela vai com a gente mesmo? - pergunta Ethan. Mais uma explosão foi ouvida ao longe.

– Vai sim. E é melhor andarmos logo… - fala Glória. - Vamos.

– Eles não vão conseguir andar - fala Ethan, apontando para os dois jovens desmaiados no chão e depois olhando para Mackenzie. - Ela baleou eles.

– Ora, não podemos carregá-los? - perguntou Mackenzie. - Você leva ele e eu levo a garota.

– Tanto faz, nós só precisamos ir logo. - dizia Ethan. - Ah, e como você vai leva-la? Não aparenta ser tão forte…

Mackenzie, em um movimento rápido, colocou a menina sobre os braços. Ethan demorou um pouco mais, mas conseguiu rapidamente. Os cinco sairam correndo pelo prédio e viraram a rua de trás, aonde um Stingray Concept estava os esperando. Eles entraram rapidamente e o carro logo deu partida. Demorou um pouco para que chegássem ao aeroporto, mas Mackenzie nem ligou. Estava decidida a levar informações para a Legião sobre a tal Resistência. Ela acreditava que a Legião não fazia ideia da existência dessa facção rival e ela iria lhe enviar formas de combate-la. Não, ela não tinha abandonado a Legião.

Não demorou muito para que saissem do aeroporto, já nos EUA. Foram levados por um caminho diferente do que Mackenzie fazia. Pegaram uma estrada deserta, mas ao longo do caminho, muitos carros parecidos com os deles se juntaram a estrada. Em pouco tempo, chegaram a um tipo de portão de metal. Vários guardas estavam o guardando, mas os deixaram passar. Assim que entraram, Mackenzie pode perceber como tudo lá era gigante. Grandes arranha-céus estavam presentes por todos os lados e as pessoas caminhavam pelas ruas. E tinha uma floresta cercando a enorme propriedade. Era tudo magnífico.

Ela tinham chegado na Resistência.

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#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo 3

Mackenzie foi acordada pelo mesmo homem que a levara a sala de Adam noite passada. Ele sorria amistosamente, do mesmo jeito de ontem. Mackenzie franziu o cenho, não sabia como ele tinha entrado em seu quarto.

– Como entrou aqui? - ela perguntou, se sentando.

– Sou um segurança. Tenho todas as chaves. - ele fala e começa a balançar um molho de chaves na frente da garota. - Agora, o Sr. Adam disse que está na hora de acordar. Suas roupas e tudo que você precisa estão em cima da sua bancada. Ah, bom dia.

– Bom dia… - ela fala, sonolenta e o vê saindo de seu quarto.

Mackenzie se espreguiçou rapidamente e foi, bamboleando, até o banheiro. Tomou um banho rápido e foi vestir suas roupas. Era um macacão preto, com um decote em V. Havia, também, um tipo de fone de ouvido ligado ao que parecia ser um fio enrolado de telefone. Ela o pôs no ouvido, mas nada aconteceu, então o retirou e o guardou em um dos muitos bolsos do macacão. Depois de um tempo, o mesmo homem veio busca-la para leva-la para tomar café da manhã. Assim que Mackenzie terminou de tomar café da manhã, o segurança foi leva-la para sala de Adam. Percorreu o grande corredor de um branco tão ofuscante que quase a cegava e chegou a última porta. Assim que o segurança a abriu, pode ver Adam cortar a sala desenfreiadamente e a abraçar. Mackenzie retribui o ato de afeto, mas não tanto quanto o homem fazia.

– Querida Mackenzie! Já está pronta para partir? Oh… Aonde está seu comunicador? - ele fala franzindo o cenho e a levando para dentro da sala.

– Meu o que? - ela pergunta, se sentando na cadeira a frente do balcão.

– Seu comunicador! Oh, eles não lhe entregaram? Vejamos… acho que temos um aqui em algum lugar… - ele fala e começa a procurar alguma coisa frenéticamente nas gavetas de sua mesa. Estava na cara que ele estava muito nervoso.

– Ahn… Adam? Eu acho que é melhor você se sentar e… hum… beber um pouco de água. - ela fala e Adam se senta, totalmente suado. Mackenzie colocou a mão dentro de um dos bolsos do macacão e puxou o pequeno fone. Ela o pressionou em sua orelha, o que fez Adam se acalmar um pouco. - Tudo bem. Falta mais o que para partirmos?

– Eu preciso lhe dar algumas indicações. - ele fala. Adam estava totalmente suado e seus dedos não paravam quietos. - Quando chegar a Rússia, você ira até a rua da Legião russa. Você se lembra aonde é, certo?

– Claro.

– Ótimo. Vamos te dar informações pelo comunicador. Mas assim que chegar ao prédio, aperte o botão 105 e vá até a porta onde está escrito: Presidente da Corporação. Ele vai ajuda-la se disser seu sobrenome. A princípio, é só isso. Agora vá, o jato está esperando.

– Eu prometo que manterei o Hexágono seguro. - Mackenzie o assegura.

– Eu sei que vai. Agora ande, se não se atrasará. - ele diz e dá mais um abraço em Mackenzie. Ela se levanta e caminha até a porta. Ela não se surpreende ao ver o segurança quando a abre.

– Qual é o seu nome? - ela pergunta ao homem, séria.

– Lenn, prazer. - ele fala, com seu típico sorriso.

Mackenzie e Lenn partiram para o telhado, onde o jato a esperava. Depois de se despedir de Lenn com um aperto de mão, ela subiu ao jato. Era realmente magnífico. Grandes poltronas e sofás se estendiam para o que parecia ser uma sala de estar. Uma grande cabine se seguia a frente que parecia ser a sala do piloto. O lugar era, em si, muito pequeno. Mas a grandeza de detalhes o fazia parecer imenso. Mackenzie se sentou em um grande sofá e uma aeromoça a serviu de um grande prato de frutos do mar. Ela recusou, sendo que tinha acabado de tomar café da manhã e não estava nem perto da hora do almoço. Ela se sentia totalmente congelada por causa do ar condicionado que parecia estar ligado no máximo. Assim que levantaram vôo, Mackenzie adormeceu.

Ela foi acordada depois pela mesma aeromoça que a servira os frutos do mar. Ela era loira e sorridente. Vestia um vestido florido com a insígna da Legião, ou seja, um grande olho. Usava também um chapeuzinho parecido com um barco feito de papel, mas era maior e azul, feito de um tecido que parecia seda. Ela mostrava seus dentes brancos e sem nenhum defeito.

– Nós chegamos. - ela diz e abre a porta do jato, fazendo a luz do sol invadir a sala e fazer Mackenzie espremer seus olhos. Seus cabelos negros estavam embaraçados e lhe cobriam parte do rosto.

Ela se levantou em um pulo e ajeitou as vestes e o cabelo, tirando boa parte dos nós rapidamente. A aeromoça a levou até a porta da frente, onde Mackenzie foi entregue a três seguranças.

– Oh, Srta. Hernandez! - a aeromoça a gritava ao longe, enquanto vinha correndo ao seu encontro no fim da pista. - Sr. Adam me mandou entregar essa maleta. É para você guardar a entrega.

Era uma maleta branca, finíssima e meio estreita. Mackenzie a segurou e a abriu. Tinha lugar apenas para uma minúscula pedrinha. Ela não entendeu o porque de uma mala tão grande se poderia apenas segurar o diamânte na palma de sua mão. Ninguém conseguiria ver! Mas Mackenzie pegou a maleta e seguiu viagem com os seguranças dentro de um carro. Eles a despacharam na frente do prédio da Legião Russa. Era um prédio com duzentos andares, todo envidraçado. Mackenzie atravessou a rua e parou a entrada do prédio. Ela iria entrar pela porta giratória, mas parou. Estava tão obcecada para pegar logo o Hexágono que nem reparou que tinha realizado seu maior sonho. Ela tirou o grande óculos escuros e olhou a volta. Sentia muito frio pela neve que caia, mas era muito bonito do mesmo jeito. Olhou para o céu cinza e percebeu que nunca tinha se sentido tão feliz por ver essa cor tão sem vida. As árvores, mesmo sem folhas, ainda eram de uma beleza enorme. Ela abaixou e pegou um punhado de neve com uma das mãos e a jogou para o alto. As pessoas que passavam a olhavam como se fosse uma maluca mas eles não entendiam seus motivos. Mackenzie já ia sair correndo pela rua mas lembrou de que tinha uma tarefa a cumprir. Se me sair bem nessa missão, Adam me deixará sair mais vezes. Ela pensava. Então, apanhou novamente a maleta jogada no chão, colocou seus óculos e entrou no edifício.

Mackenie não teve tempo de observar nada a sua volta. Novamente estava tão obcecada por pegar o Hexágono que cortou a bela sala e foi direto para o elevador. Uns cinco segundos depois de ter apertado o botão para chama-lo, o elevador aparece. Ela aperta o botão 105 e agradece por estar sozinha. Assim que saiu do elevador, deu de cara com um corredor empanturrado de pessoas. Desviou deles aos poucos até conseguir localizar a sala do Presidente da Corporação. Na porta estava escrito EMPURRE e foi o que ela fez. Deu de cara uma pequena sala de espera. Não estava cheia, só tinha umas três pessoas sentadas no único sofá presente. Ela caminhou até a recepcionista, que tinha escrito em seu crachá o nomeAngela. Formulou a palavra Hernandez com os lábios. Angela pareceu entender.

– Entre. Ele irá recebe-la. - disse Angela e abriu a porta ao seu lado.

Lá dentro se encontrava um homem de aspecto sombrio. Tinham um bigode fino e cabelos castanhos curtos que o faziam parecer um antigo vilão de filme de caubóis. Pelo seu aspecto, Mackenzie soube que ele não falava inglês. Angela os deixou a sóis e Mackenzie se sentou na cadeira à frente do balcão.

– Здравствуйте, г-жа Эрнандес. (Olá, Srta. Hernandez.) - disse o Presidente da Corporação.

– Здравствуйте, г-жа Эрнандес… (Olá, Sr….)

– Александр (Alexander) - completa o homem. - Я думаю, что это здесь, чтобы выбрать… (Acho que está aqui para…)

– Поиск шестигранной. (buscar o Hexágono.) - Mackenzie completa. Alexander pega uma maleta parecida com a que Mackenzie segurava. Ele tirou um pequeno diamante lá de dentro e entregou em sua mão.

– E лигарей пара вер се еле чего бем нос КА (eu ligarei para saber se ele chegou bem nos EUA). - fala Alexander e Mackenzie abre a maleta e coloca suavimente o diamante na abertura e diz sem nem tirar os olhos da mesma.

– нãо прециса се преоцупар цом исо. Се фоссе воцê, сонфиария ем мес сервыçос. (Não precisa se preocupar. Se eu fosse você, confiaria em meus serviços.) - Mackenzie fala e fecha a maleta com um click.

– веремос. (veremos.) - ele diz.

Nesse momento, a porta da sala explodiu. A cabeça do senhor Alexander pendeu pra baixo, batendo no balcão e se cobrindo de sangue. Ele tinha sido baleado. Rapidamente, uma arma se formou na mão de Mackenzie e ela começou a atirar contra o outro lado do que um dia foi uma porta. Alguma coisa a deu um soco, mas ela não via o que era. Ela começou a atirar em toda sala, até ver uma mancha de sangue flutuando no ar. Uma imagem tremeluziu e um jovem, não deveria ter mais que sua idade, caiu no chão. Uma menina apareceu no vão da porta. Seus olhos estavam brancos e as veias sobresaltavam em seu pescoço, mas nada acontecia. Mackenzie disparou um tiro no braço da moça, sem ter intenção de mata-la. Ela caiu no chão também. Então, ela começou a balbuciar:

– Sabe quem somos? - ela pergunta, olhando para seu machucado. Mackenzie vacilou.

– Não. - ela respondeu.

– Somos seu pior pesadelo. - a menina responde. Então, um homem atravessou a sala correndo e antes que Mackenzie pudesse atirar, ele prendeu seus braços. A maleta estava segura em cima da cadeira, mas não por muito tempo. Um pequeno canivete surgiu na mão de Mackenzie e, um pouco sem jeito, arranhou as costas do jovem que a prendia. Ele gritou e a jogou contra a parede.

– Parem! - alguém gritou do outro lado da porta e uma menina apareceu. Seus cabelos eram negros e seus olhos eram um tom claro de castanho que parecia chocolate. - Parem!. Ela não estava mentindo quando disse que não sabia quem nós eramos.

– É claro que eu não estava mentindo! - Mackenzie fala e o jovem que a segurava fez menssão de a atacar novamente, mas foi interrompido.

– Parem! - ela gritava novamente. - Deixe ela se explicar.

– Explicar?! - Mackenzie rosna. - Vocês tem que se explicar!

– Tudo bem. - fala a garota em que Mackenzie atirou no braço. Ela olhava com fúria para a Mackenzie, enquanto estacava o sangue de seu braço. - Somos da Resistência.

– E o que é isso? - pergunta Mackenzie.

– Não se faça de idiota! - rosna o garoto que tinha a prendido os braços.

– Vocês não me façam de idiota! - ela rosna para o garoto. - Com licença, eu preciso sair daqui. Vocês vão me deixar passar ou eu vou ter que elimina-los?!

– Eu acho que você precisa saber de umas coisas… - fala a morena que falou para todos pararem.

– O que?! - todos, menos Mackenzie e a morena, gritam em coro. Pareciam um bando de crianças briguentas.

– Sou Glória. - ela diz, como se não tivesse sido interrompida. Ela, com certeza, era a mais nova do grupo. Não poderia ter nem desessete anos. - E vocês, calem a boca. Ela disse a verdade quando falou que não sabia quem nós eramos.

– O que?! Como você sabe disso? - perguntou Mackenzie e todos a olharam como se fosse óbvio.

– Ora, eu sou um Detector. - ela fala e tenta explicar ao ver a cara de Mackenzie. - Eu leio as emoções. Sei quem está mentindo ou não e sei ver as verdadeiras intenções sobre a pessoa que escolho.

– Claro. Mas eu preciso ir. - Mackenzie fala e uma fumaça em forma de arma se forma em sua mão, mas não chega a passar disso.

– Você vai escutar… por favor. Eu consigo ver suas verdadeiras intenções. Até mesmo as que você não sabe que tem. Você realmente precisa nos ouvir, sei que não quer nos matar. - Glória diz. Mackenzie vacilou, ela realmente não queria mata-los, mas se fosse preciso para levar o Hexágono, ela faria o que foi treinada para fazer. Mas, diante de Glória e daquelas pessoas, ela soube que deveria escutar.

– Tudo bem… fale.

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#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo 2

– Venci. - disse Mackenzie para Alex, seu instrutor, com um sorriso convencido no rosto. - De novo.

– Revanche. - fala Alex, lhe entregando a arma.

– Makenzie estava, como todos os dias de sua vida, treinando em sua sala particular. Claro, com seu instrutor, e amigo, Alex. Era a única coisa que ela fazia todos os dias: treinava. Todos os tipos de treinamento: estratégias, combate… tudo. Ela não sabia porque treinava, se nunca nem podia sair daquele imenso prédio. A ultima fez que viu o mundo lá fora foi a onze anos, quando vivia sozinha nas ruas. Mackenzie adorava escutar Alex falar do mundo. De como tudo estava tão diferente que era quase irreconhecível. Ela perdeu a conta de quantas vezes implorou para que Adam a deixasse sair da Legião e dar uma olhada lá fora, mas ele sempre disse que era muito perigoso para ela.

Mackenzie recusou a arma que Alex a entregou. Ele levantou as sobrencelhas e ela fez um gesto mandando-o observar. Mackenzie fechou os olhos e imaginou uma armadura. Seu poder só pode ser utilizado se ela já tivesse visto o que quer que ela queira que apareça para ela. Vasculhou sua mente em busca de alguma armadura, até que achou. Visualizou uma armadura negra e cintilante que tinha visto na sala restrita. Ela sentiu o peso do titanio em seu corpo aos poucos. Tinha conseguido. Seus lábios se contrairam em um sorriso debochado e ela escutou Alex rindo. Ela agora queria uma arma. Sua mente logo localizou a arma que Alex queria que ela usasse. Essa foi mais facil, pois era uma lembrança recente. A imagem da arma era nítida em sua mente e ela logo sentiu o leve peso da pistola calibre cinquenta em sua mão esquerda. Ela abriu os olhos e viu Alex sorrindo pra ela.

Parece que você aprendeu alguma coisa comigo, pelo menos. - ele diz e Mackenzie sorri, olhando para si mesma e vendo que não deixou nenhum pedaço da arma ou da armadura em sua mente.

– Está pronto para perder? - ela pergunta, com um sorriso debochado.

– Isso é o que eu te pergunto. - ele fala e desembaia o machado.

– Manda ver. - ela disse e Alex voa para cima dela.

Esse é o momento que as pessoas dizem ver em câmera lenta. Mackenzie viu Alex saindo do semicirculo em que se encontrava e ir correndo para cima dela. A garota segurou fortemente sua pistola e atirou no braço em que seu instrutor segurava o machado, fazendo o mesmo cair. Pela rapidez em que estava correndo, Alex não conseguiu parar de correr. Mackenzie deu um forte chute em sua costela, fazendo desviar de curso e cair para o lado esquerdo. Ela rapidamente pegou o machado caido no chão e o fincou nas costas de seu oponente, fazendo-o gemer. Sua pistola se dissolveu e ela jogou o machado para longe. Mackenzie fechou os olhos tentando imaginar uma espada, mas não foi rápida o suficiente. O dom de Alex é a auto-cura, é por isso que é instrutor de combate. Ele logo já estava em cima de Mackenzie, mas ela tinha conseguido fazer aparecer uma pequena adaga e a enfiou em sua barriga. Logo depois ela o jogou para o lado, se libertando de seu pesado corpo e conseguiu fazer com que a espada aparecesse em sua mão. Logo ela já tinha o pescoço de Alex a centímetros da lâmina.

– Com licença. - falou uma voz atrás de Mackenzie. Era um homem de terno preto, com cabelos cor de mel e os olhos da mesma cor. Ele tinha um sorriso amigável no rosto. - Preciso levar a Srta. Hernandez comigo.

– Para que? Se me permite perguntar. - Mackenzie pergunta.

– Adam quer ve-la. - ele fala e gesticula para que a garota o siga.

Ela da um sorriso de despedida para Alex e vê seus ferimentos se fechando. Ele tenta pegar a espada mas a mesma se desfaz rapidamente ao seu leve toque. Ela corre atrás do guarda, que já estava a esperando no elevador.

– Posso saber para que Adam quer falar comigo? - ela pergunta.

– Ele sabia que você iria me perguntar isso. - ele fala com um sorriso. - Ele disse: “é o que ela esperava desde que entrou aqui”.

Mackenzie franziu o cenho e a porta se abriu. Um grande corredor branco se estendeu a sua frente, com umas treze portas o percorrendo. Ele continha grandes janelas, mas quando as pessoas chegavam perto, as mesmas escureciam. O guarda me levou até a última porta do corredor e a abriu. Atrás de um grande mesa branca, Adam sorria. Adam tinha olhos que não dava para distinguir se eram castanhos claros ou verdes claros e tinha cabelos curtos e castanhos. Conseguia ver um pouco de sua barba e de seu bigode aparados não tão recentemente. Vestia um terno risca de giz e abria os braços como se fosse dar um abraço na garota. Adam era um homem alto e sorridente, mas muito dedicado ao trabalho.

– Entre minha querida. Com vai? - ele pergunta, ainda sorridente. O homem faz um gesto mandando o guarda ir embora e ele assim o faz, os deixando sozinhos.

– Olá Adam, estou muito bem. - Mackenzie fala, também sorrindo para ele. - Que assunto você queria tratar comigo?

– Está na sua hora. O razão de porque foi treinada desde pequena. - ele dizia, seu sorriso sumindo e sua expreção se tornando mais séria.

– Minha missão? - ela pergunta, sorrindo sonhadora.

– Sim, mas é muito arriscado. Você tem a opção de ir ou não. - Adam fala.

– Eu aceito. - Mackenzie diz, sem pensar duas vezes. Isso era o que ela esperava desde que chegou a Legião. E ainda poderia ver o que era o mundo lá fora. - Mas sobre o que se trata?

– Adam suspirou, como se fosse dar trabalho para ele explicar.

– Primeiro eu preciso lhe explicar a história da nossa espécie. - ele diz e Mackenzie assente. - Existia um diamante chamado Hexágono. Esse diamante é a origem de todo o nosso poder. Os nossos dons vieram do Hexágono. E recentemente, nós conseguimos localiza-lo. Ele está na Russia e nossa instalação de lá tem posse do diamante. Queremos traze-lo para cá e estuda-lo, mas nós precisamos de alguém para busca-lo. - ele fala e aponta para Mackenzie. Seu rosto se enche de felicidade e ela sorri.

– Está dizendo que eu vou buscar o Hexágono? - ela pergunta, sorridente. Ele assente. - Mas não deveria ter uma equipe inteira? Pessoas mais experientes?

– Nossa equipe está ocupada… com outra coisa. - ele fala, meio desconfortável.

– Mas o que pode ser mais importante do que o Hexágono?! - ela pergunta, intrigada.

– Isso não vem ao caso agora. Você vai ou não buscar essa entrega? - Adam pergunta, dando um fim na conversa.

– É claro que vou. - Mackenzie responde. - Quando vou partir?

– Amanhã cedo. - ele responde. - Mackenzie, sabe por que escolhemos você para essa missão?

– Na verdade, não. - ela diz, curiosa e esperando que ele explique.

– Por que seu dom é uma coisa inigualável! Fazer as coisas que você quer aparecerem do nada! Ter tudo que você quer nas mãos a qualquer hora! Se estiver em uma batalha, pode imaginar várias formas aniquilar seus oponentes! - ele responde, girando em sua cadeira.

– Meu dom tem vários defeitos. - ela diz, séria de repente. Odiava parecer superior aos outros.

– Mas as qualidades os encobrem! Você é como um escudo, além disso! Nenhum poder da mente pode ser usado contra você, Mackenzie! - ele fala.

– Eu preciso voltar a treinar. - ela diz, encerrando a conversa e se levantando.

– Tudo bem, mas esteja pronta amanhã. - Adam fala.

– Claro. - Mackenzie responde e vai embora.

Seu dia não foi diferente em nada. Assim que voltou para a sala de treinamento, contou tudo para Alex. Ele pareceu muito intrigado e desconfortável ao longo da conversa. Mackenzie foi dormir super ansiosa. Afinal, ela iria sair dali pela primeira vez em onze anos! Era realmente um sonho. Mas sempre que pensava nisso o medo de falhar a invadia. Era responsabilidade demais para ela. Mas ela jurou para ela mesma que iria cuidar do Hexágono, nem que fosse a última coisa que ela tivesse que fazer.

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#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo 1

Carter estava sentado na sua cela. Uma cama branca, paredes brancas, armários brancos, roupas brancas. Isso tudo já estava o irritando. Todos os seus passos contados, suas respirações, suas batidas cardíacas, tudo muito bem vigiado. Nada se comparava ao tédio de tudo aquilo. A qualquer índice de movimentos bruscos, dardos pulariam da parede de vidro e o acertariam com uma dolorosa picada. Ele sabia disso por experiencia própria, porque ninguém ali se deu o trabalho de ajuda-lo, de dizer como funcionava as coisas. Mas com o tempo ele aprendeu a se virar, já fazia isso mesmo quando estava fora daquela cela inútil. Lá só era um pouco diferente.

Um homem passou pela porta de vidro que dividia as celas do resto do mundo. A sensação de ver algo que não seja branco o invadiu istantaneamente. O homem vestia roupa preta, crachá colado no terno e um cinto que continha duas armas a tiro de aspecto sombrio e uma arma de choque. O homem tinha cabelos cor de mel e olhos da mesma cor. Ele caminhava até Carter com um sorriso no rosto e segurava uma garrafa térmica e um pote com qualquer substância química que eles chamam de comida. Carter se animou ao ver o rosto do amigo.

Mais que surpresa agradável. - ele diz, com um sorriso no rosto, enquanto o homem passa sua comida e sua bebida por uma pequena passagem entre as paredes de vidro que o cercavam.

Carter achava que eles colocavam paredes de vidro para que eles sentissem frustração. Para que eles conseguissem ver como era pelo menos parte do mundo lá fora e não poder toca-lo. De ver tudo e não conseguir respirar nem mesmo o ar que pairava lá fora. Pra ele isso era frustrante mesmo.

– Olá Carter. - respondia o homem, com um sorriso no rosto e pegava um banco para se sentar na sua frente.

– Que nova tortura eles irão experimentar em mim? - Carter pergunta, enquanto mergulha a colher no purê de qualquer coisa.

– Não é nada disso, eles só querem te informar o que decidiram fazer.

– O que eles decidiram fazer e porque decidiram fazer alguma coisa? - Carter fala sem tirar os olhos do seu potinho de comida.

– Um roubo. - o homem fala, sem responder a pergunta do amigo. Carter levanta os olhos do pote e os fixa no homem.

– Quem roubou?

– Uma garota.- o homem responde. Carter revira os olhos.

– Me diga o que aconteceu.

– Ela se voluntariou para uma missão. - diz o homem franzindo o cenho, como se não se lembrasse.

– Aonde ela está agora?

– Ela fugiu. Ninguém sabe aonde está.

– Que missão ela estava executando?

– Ela estava…. estava pegando uma entrega.

Que entrega?! - Carter larga o potinho e presta bastante atenção no homem.

– Para a Legião. Ela iria pegar o Hexágono.

– Mas pra que diabos eles iriam querer o Hexágono?!

– Eles queriam prolongar nossas forças e tirar os poderes de certas pessoas, eu não sei. Só sei que ela foi pega-lo.

– Mas ela não o trouxe devolta, trouxe?

– Não. - fala o homem e Carter dá uma risada incrédula.

– Era de se esperar. Eu sabia que isso ia acontecer um dia, ninguém gosta de depender de outras pessoas para sobreviver. Ainda mais quando eles colocam uma arma na sua cabeça! Eu falei pra eles pararem, pra eles à deixarem ir enquanto ela não sabia como se controlar direito… mas não. Eles tinham que treina-la. Tinham que usa-la como uma arma, como se ela não tivesse mente! Quando eles vão aprender que todos nós aqui somos seres vivos?! - Carter fala, tentando ao maximo não se descontrolar e não apagar de vez com aqueles dardos do inferno, pois a conversa estava muito boa.

– Isso não sou eu que resolvo. Eu só vim dar as informações que me foram mandadas informar. E mais uma coisa.

– O que?

– Eles vão caça-la. Vão pegar o Hexágono e vão terminar de fazer o que quer que iriam fazer antes de ela rouba-lo.

– E o que eu tenho haver com isso? - Carter fala, pegando novamente seu potinho.

– Você vai ajuda-los.

– Está louco?! Não ajudaria aquela gente por nada nesse mundo! - Ele fala e larga o potinho novamente, arregalando os olhos para seu amigo guarda.

– Nem pelos seus filhos? Sua mulher? Sua família?

– Eles não sabem aonde eles estão. - sua expressão ficou séria de repente.

– Eles sabem sim. Eu sinto muito mesmo Carter, mas é isso que eles querem. Eu só cumpro ordens.

– Eu sei que a culpa não é sua. Mas porque eu? De todos os Rastreadores… Por que justamente eu? - ele pergunta, perplexo.

– Por que você é o melhor que eles já esncontraram.

– Ah, claro. - ele fala com sarcasmo. - E por que eles não procuram mais? Sei que os que estão aqui não são os únicos que existem.

– Não é óbvio? Eles tem medo da Resistência.

– Acho que você não deveria estar falando mal da sua própria agência.

– Só é minha própria agência porque eu não tenho escolha. - Carter ri da cara de frustração do guarda.

– Pouco importa. Eu quero saber da garota.

Bem, eles vão sair amanha cedo e como já sabe, você irá junto.

– Eu sei, eu sei. Mas…

– Você irá dizer as coisas certas pra eles não é? - o homem o interrompe e uma grande ideia brota em sua mente. Carter vê o meio sorriso se formando no canto da boca de seu colega e entende a jogada.

– Não sei se devo lhe contar. Aquele sugador de pensamentos pode fazer alguma coisa com você se ver isso em sua mente. É realmente arriscado.

– Com o que você acabou de me dizer, eu já posso ser condenado por traição se não contar a Legião. - o homem fala e se levanta para guardar o banquinho. Depois ele caminha até a porta e ela se abre.

– Vamos, me diga. Qual o nome dá garota? - Carter grita e o homem se vira pra ele, o observa, se volta novamente para porta e depois grita enquanto dobra o corredor:

– Mackenzine Hernandez.

Posted 28 July 2012, 10 months ago | reblog this post
#O Hexágono

O Hexágono - Capítulo

Essa é uma história original, diferente da Do Not Give Up. Ela fala sobre mutantes, mas eu garanto que é bem diferente do que vocês acabaram de pensar. Seja bom ou ruim, hahaha.

Posted 28 July 2012, 10 months ago | reblog this post
#O Hexágono
As palavras são capazes de ferir e de curar.
Suas palavras ecoam tão alto em meus ouvidos que eu não consigo ouvir o que você fala
A vida só tem valor depois que termina.
Portões de Mármore
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